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Mostrando postagens de Julho, 2014

Quando a Tarde se Vai Num Átimo

Para Poetificar o Tempo 


ALimaS


Quem é você?
A tarde que se vai num átimo Para ampliar o temor da noite  Desvanecer a luz Diluir o murmúrio dos pássaros Das plantas
Do lago imaginário e esvair-se... no sonho
E você?

O caminho
Tempo e espaço
Eu, antes; você, depois
A minha existência; a sua, não
Do tempo.
Então você é o limite?
A dúvida
E eu cortina de sonhos
Fui silêncio
Eu era plumas e guizos.

Há segredos?
Retalhos de dores
Abandono
Gotas de mágoa
Medo.

Bálsamo do mundo?
Pranto
Febre dos desejos
Ilusão
Dardos de luz.

Esperança?
Flechas do destino
Paixão
Almas desérticas
Miragem.

Lampejos de luz?
Murmúrio
Arpejos e lanças
Quebranto
Véu de estrelas.

Lágrimas?
Nuvens fugitivas
Pudor
Gozo comovido
Perdão.

O tempo existe?
Manto de safira
Vida
Pálida chama
Delírio.
Somos hipóteses
Fragmentos do sonho
Circunstâncias
Sou a suposição.
E você?
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