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A Luta do Mal Contra o Mal

Alguns Aspectos Filosóficos da Violência Urbana

ALima

Bem e mal co-existem, imutáveis, desde a fundação do mundo.

Os desdobramentos da vida são capazes apenas de acentuar características já latentes em cada indivíduo, boas ou más.

E assim se digladiam os desumanos pela supremacia daquilo que acreditam ou defendem. A guerra, porém, que ora presenciamos, se trava entre variantes do próprio Mal, em que os naturalmente bons se tornaram meros espectadores-reféns, uma vez que incapazes de reagirem ao massacre.

Os luminares dessa sociedade plena de avanços tecnológicos, com suas magníficas descobertas nos mais diferentes campos do conhecimento humano, inclusive da psicologia, ainda não conseguiram captar este fenômeno, que é a luta do Mal no seu aspecto humanístico/político/filosófico natural contra uma variante de si mesmo que teria se tornado autônoma e que agora luta ferozmente pelo controle total da sordidez da qual é fruto.

Pouco a pouco estamos compreendendo que o Bem perdeu a parada.

Para os atuais mandatários, ter bom coração, ser ético, acreditar no seu semelhante são apenas sentimentos dos fracos, dos perdedores, de nós todos que defendíamos a sensatez e que agora viramos prisioneiros de toda essa violência que campeia no país inteiro.

Dignos de respeito, para eles, somente os amparados em fortunas fraudulentas, mandatos parlamentares arrebatados da ralé, e nos altos cargos da administração pública ou privada. Esses, sim, os verdadeiros vencedores, embora sejam eles também reféns do todo esse mal que eles próprios semearam em nossa sociedade. 

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