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Mostrando postagens de Agosto, 2008

Análise Ligeiramente Técnica de um Folhetim Bárbaro

Nem Surrealismo Nem Fantasia, Apenas Absurdo

Por ALimaS

Na vida real uma assassina, esquizofênica e absurda ao porte da Flora não estaria livre e gargalhando de todos, em nenhuma parte do mundo. Na ficção, jamais habitaria as páginas de um escritor pelo menos razoável. Nem existiria. Porque o indivíduo mata por vingança, ódio, loucura, legítima defesa, em estado de guerra, de modo acidental etc. Não mata de forma contínua sem que tenha sido motivado por algo que fuja à análise até do melhor especialista no ramo da psicologia, ou sendo ele um psicopata, o que não parece ter sido a proposta do autor para com a personagem de Patrícia Pilar, que transita na trama como se fora uma criatura perfeitamente normal, à semelhança de qualquer cutra do nosso cotidiano. É, portanto, inverossímil, o caráter dessa personagem que simplesmente mata.

Outra: nos relatos mais dramáticos da clássica literatura, uma mãe seria incapaz de odiar a própria filha com tamanha intensidade e ao mesmo tempo fingir d…