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29/05/15

O menino que cuspiu na mãe alheia

Ilustração de ALima

A víbora que planejava ser Clarice Lispector 



por Astolfo Lima

Na minha primeira juventude, quando um garoto queria desafiar outro para uma luta corporal e esse tinha o porte físico mais avantajado, dizia simplesmente: "a tua parte que passa de mim é podre".

Nessas ocasiões também nunca faltava um adulto para incentivar o desigual combate, traçando logo dois riscos no chão e dizendo sem esconder sua índole má: "essa é tua mãe e essa outra a tua". Aquele que ultrajasse a primeira suposição de genitora, com um pisão ou cusparada, daria início ao corpo-a-corpo.

Só mais tarde, lendo vagamente alguns filósofos, foi que comecei a decifrar o alcance psicológico das duas atitudes. O porquê de um garoto raquítico poder derrubar um brutamontes só na sugesta e encher-se de uma honra que provavelmente nem distinguia ou almejava, enquanto o adulto  consciente de sua própria estupidez apenas se comprazia diante da desgraça de uma criança.

Thomas Hobbes, por exemplo, compreendia tão perfeitamente essa deficiência moral dos humanos, que lapidou a frase que vem varando o tempo como a melhor definição de nossa hipocrisia: "O homem é o lobo do homem".

Sabia o grande pensador que a simples  imprevisibilidade do nosso caráter, nossa suprema capacidade de trair o semelhante nos punha na vil condição de o mais feroz e covarde dentre todos os animais do planeta.

Uma constatação que, porém, não impossibilitaria de que também consagrasse em nós alguma qualidade, até para não negar outras correntes de pensamento que nos debitam máculas e virtudes de acordo com o ambiente em que moldamos a nossa personalidade.

Mas, a bem da verdade, devo esclarecer que só pude constatar o real significado da assertiva do filósofo inglês, quando, já na segunda juventude, tentei habitar o mundinho torpe da literatura provinciana.

Só aí pude verdadeiramente compreender que a nossa suposta capacidade de manusear palavras, estabelecer conceitos, criar situações fictícias etc, de modo algum nos desassemelhava ou nos concedia superioridade com relação aos outros animais. Muito pelo contrário: nos fazia  infinitamente piores, vez que nos dava marra não apenas para premeditarmos nossos desatinos e  dissimulá-los em livros, como também para detonarmos de forma impiedosa  todo aquele que se aventurasse desmistificar a nossa farsa.

Algozes de nós mesmos, e acima de tudo covardes. Pulei fora, se bem não abdicasse da minha condição de escritor autônomo, com visão bem realista sobre a insignificância de certos indivíduos que se dizem mais lúcidos que outros animais. Consciente de que o fragmento biológico que os distingue dos irracionais mais peçonhentos se constitui tão-somente aquela parte podre a que se referia o menino.

Se compararmos o cérebro de um chimpanzé ao de um escritor menor, por exemplo, veremos a grande semelhança na estrutura molecular de ambos.

A única diferença é que um macaco não teria como nos causar nenhum dano físico ou moral. Qualquer atitude hostil que esboçasse contra nossa pessoa já seria previsível, podendo ser rechaçada no ato, o que não seria possível, digamos, a um jovem e talentoso escriba diante de carcomido e rancoroso símio da literatura.

Essa promissora vocação também poderia se aproximar tranquilamente de uma víbora, enfrentar uma onça, mas não teria como se furtar ao abraço traiçoeiro de uma sutil meliante que se dissesse seguidora de Clarice Lispector.

E assim agiria com relação a qualquer outro irracional, fosse ele feroz, inconveniente ou apenas lhe causasse alguma repulsa.

Saberia conter um primata libidinoso diante de uma recatada senhora, impedir que um vira-lata defecasse em cima de uma brochura de James Joyce, um escorpião lhe sorvesse o sangue ou uma barata pusesse em aflição uma senhorita.

Para cada uma dessas previsíveis atitudes dos irracionais, o jovem e talentoso literato esboçaria reações também obvias. Não poderia, contudo, se resguardar de um prosador contaminado pela inveja - esse cancro moral que tem especial predileção pelos maus escritores.

Você duvida?

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Music of USA - Anthology

1.256 vídeos dos artistas e bandas mais representativos da música norte-americana. The videos shown here do not follow any chronological order or preferred, becoming much more a simple sampling of the rich universal popular music, which began to gain more notoriety from the 1930s in the United States, through its great composers, artists and bands and jazz expansion, resulting in a multitude of other rhythms, until we reach the modern pop / rock, with the emergence of the Beatles and the British invasion. James.

British Invasion - Anthology

    1.890 vídeos dos artistas e bandas mais representativos da Invasão Britânica.
The rebellious tone and image of US rock and roll and blues musicians became popular with British youth in the late 1950s. While early commercial attempts to replicate American rock and roll mostly failed, the trad jazz–inspired skiffle craze, with its 'do it yourself' attitude, was the starting point of several British Billboard singles.
Young British groups started to combine various British and American styles, in different parts of the U.K., such as a movement in Liverpool during 1962 in what became known as Merseybeat, hence the "beat boom". That same year featured the first three acts with British roots to reach the Hot 100's summit.
Some observers have noted that US teenagers were growing tired of singles-oriented pop acts like Fabian. The Mods and Rockers, two youth "gangs" in mid 1960s England, also had an impact in British Invasion music. Bands with a Mod aesthetic became the most popular, but bands able to balance both (e.g., The Beatles) were also successful.

Music of France - Anthology

1.198 vídeos dos artistas mais representativos da música francesa. The 19th century saw the apogee of the Cabaret style with Yvette Guilbert as a major star. The era lasted through to the 1930s and saw the likes of Édith Piaf, Charles Trenet, Maurice Chevalier, Tino Rossi, Félix Mayol, Lucienne Boyer, Marie-Louise Damien, Marie Dubas, Fréhel, Georges Guibourg and Jean Sablon.
During the 50s and 60s, it was the golden age of Chanson Française: Juliette Greco, Mireille Mathieu, Georges Brassens, Jacques Brel, Gilbert Bécaud, Monique Serf (Barbara), Léo Ferré, Charles Aznavour and Alain Barrière. The Yéyé style was popular in the 1950s and 60s with Sheila, Claude François and Françoise Hardy.

French popular music is a music of France belonging to any of a number of musical styles that are accessible to the general public and mostly distributed commercially. It stands in contrast to French classical music, which historically was the music of elites or the upper strata of society, and traditional French folk music which was shared non-commercially. It is sometimes abbreviated to French pop music, although French pop music is more often used for a narrower branch of popular music.
The late 19th century saw the dawn of the music hall when Yvette Guilbert was a major star. The era lasted through to the 1930s and saw the likes of Félix Mayol, Lucienne Boyer, Marie-Louise Damien, Marie Dubas, Fréhel, Georges Guibourg, Tino Rossi, Jean Sablon, Charles Trenet and Maurice Chevalier.
French popular music in the 20th century included[1] chanson music by the likes of Édith Piaf as well as Georges Brassens and the more art-house musicians like Brigitte Fontaine. The 60's brought the wave of Ye-Ye with such legends as Françoise Hardy, Serge Spanish Zarzuelas and Italian operettas, French songs are nevertheless today still part of a dynamic French social movement which has for centuries – since the French revolution – moved audiences with elegant and often poetic lyrics combined with realism around social themes, spirituality and love.
The most widely recognized songs such as "Non, je ne regrette rien", "Les feuilles mortes" or Jacques Brel's "Ne me quitte pas" have successors in diverse genres such as French electronic music, pop or rap. However the chanson genre remains popular and there are even competitions such as Vive la reprise. Among the modern followers of chanson, we find Pierre Bachelet or Paloma Berganza; as well as some fusion versions like Estrella Morente's version of "Ne me quitte pas".
(Wikipedia)

Music of Italy - Anthology

  • 1.062 vídeos dos artistas mais representativos da música italiana.
  • Among the best-known Italian pop musicians of the last few decades are Domenico Modugno, Mina, Patty Pravo, Mia Martini, Adriano Celentano and, more recently, Zucchero, Mango, Vasco Rossi, Irene Grandi, Gianna Nannini and international superstar Laura Pausini and Andrea Bocelli. Musicians who compose and sing their own songs are called cantautori (singer-songwriters). Their compositions typically focus on topics of social relevance and are often protest songs: this wave began in the 1960s with musicians like Fabrizio De André, Paolo Conte, Giorgio Gaber, Umberto Bindi, Gino Paoli and Luigi Tenco. Social, political, psychological and intellectual themes, mainly in the wake of Gaber and De André's work, became even more predominant in the 1970s through authors such as Lucio Dalla, Pino Daniele, Francesco De Gregori, Ivano Fossati, Francesco Guccini, Edoardo Bennato, Rino Gaetano and Roberto Vecchioni. Lucio Battisti, from the late 1960s until the mid-1990s, merged the Italian music with the British rock and pop and, lately in his career, with genres like the synthpop, rap, techno and eurodance, while Angelo Branduardi and Franco Battiato pursued careers more oriented to the tradition of Italian pop music.[49] There is some genre cross-over between the cantautori and those who are viewed as singers of "protest music".[50]
    Film scores, although they are secondary to the film, are often critically acclaimed and very popular in their own right. Among early music for Italian films from the 1930s was the work of Riccardo Zandonai with scores for the films La Principessa Tarakanova (1937) and Caravaggio (1941). Post-war examples include Goffredo Petrassi with Non c'e pace tra gli ulivi (1950) and Roman Vlad with Giulietta e Romeo (1954). Another well-known film composer was Nino Rota whose post-war career included the scores for films by Federico Fellini and, later, The Godfather series. Other prominent film score composers include Ennio Morricone, Riz Ortolani and Piero Umiliani.




    German Music - Anthology

    642 vídeos dos artistas e bandas mais representativos da música alemã.
    Popular music from West Germany.
    Main article: German rock
    The US military radio station American Forces Network (AFN) had a great impact on German postwar culture, starting with AFN Munich in July 1945, which was formative for the further development of German rock and jazz culture. Bill Ramsey, a senior producer at AFN Frankfurt in 1953 who came from Ohio, later became famous as a jazz and Schlager singer in Germany (while remaining almost unknown in the US).
    Prior to the late 1960s however, rock music in Germany was a negligible part of the schlager genre covered by interpreters such as Peter Kraus and Ted Herold, who played rock 'n' roll standards by Little Richard or Bill Haley, sometimes translated into German.
    Genuine German rock first appeared around 1968, just as the hippie countercultural explosion was peaking in the US and UK. At the time, the German musical avant-garde had been experimenting with electronic music for more than a decade, and the first German rock bands fused psychedelic rock from abroad with electronic sounds. The next few years saw the formation of a group of bands that came to be known as Krautrock or Kosmische Musik groups; these included Amon Düül, Embryo, Embryo's Dissidenten, who later became the world music pioneers Dissidenten, Tangerine Dream, Popol Vuh, Can, Neu! and Faust.
    Main article: Neue Deutsche Welle
    Neue Deutsche Welle is an outgrowth of British punk rock and new wave which appeared in the mid-to late 1970s. It was the first successful unique German music but was limited in its stylistic devices (funny lyrics and surreal composition and production). Though it was a huge success in Germany itself in the 1980s, this was not long-lasting mostly due to over-commercialization. Some artists became famous internationally:
    Nena
    Falco (from Austria)
    Joachim Witt.

    Wikipedia.
    Playlist com 2.417 vídeos. Os artistas mais representativos da Velha Guarda da Música Popular Brasileira e seus maiores sucessos, reunidos em uma só playlist, para facilitar sua pesquisa:
    Vicente Celestino, Francisco Alves, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Noel Rosa, Pixinguinha, Sinhô, Roberto Silva, Mário Reis, Ataulfo Alves, Dilermando Reis, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Garoto, Carlos Galhardo, Altamiro Carrilho, Odete Amaral, Aracy de Almeida, Jorge Veiga, Edith Veiga, Jacob do Bandolim, Abel Ferreira, Clementina de Jesus, Augusto Calheiros, Chiquinha Gonzaga, Ademilde Fonseca, Ismael Silva, Carmen Miranda, Aurora Miranda, Paraguaçu, Ivon Cury, Cauby Peixoto, Geraldo Pereira, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa, Nuno Roland, Blecaute, Jorge Goulart, Joel de Almeida, Zé Keti, Nora Ney, Dircinha Batista, Linda Batista, Emilinha Borba, Marlene, Roberto Inglez, Wilson Batista, Waldir Azevedo, Ciro Monteiro, Izaura Garcia Adelaide Chiozo, Alcides Gerardi, Gilberto Milfont, Sílvio Caldas e muitos mais.




     Literatura Brasileira Contemporânea. Poesia e Contos.
    Os nomes mais representativos do Movimento Musical que marcou época no Brasil: a Jovem Guarda.



    Literatura Brasileira Contemporânea. Poesia e Contos.
    Artistas mais representativos da Bossa Nova, Samba e outros ritmos da MPB. Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo, João Gilberto, Caetano Veloso, Dick Farney, Lúcio Alves, Martinho da Vila, Alcione, Beth Carvalho, Elizeth Cardoso, Claudete Soares e dezenas de outros grandes astros da música no Brasil.

    Literatura Brasileira Contemporânea. Poesia e Contos.
    Playlist com 1229 vídeos dos artistas mais representativos da MPB Tradicional. Orlando Dias, Miltinho, Odair José, Silvinho, Amado Batista, Waldick Soriano, Carlos Alberto, Jackson do Pandeiro, Gordurinha, Ary Lobo, Luiz Gonzaga, Altemar Dutra, Agnaldo Rayol, Reginaldo Rossi, Paulo Diniz, Diana, Tonico e Tonoco, Trio Irakitan, Núbia Lafayette, Nelson Ned, Moacyr Franco, Jessé, Fafá de Belém, Evaldo Braga, Emílio Santiago, Cláudia Barroso, Benito di Paula e muitos outros.




     Literatura Brasileira Contemporânea. Poesia e Contos.
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